De secretária desempregada a estrela do OnlyFans: como Michelle Hardenbrook fatura cerca de 45 mil euros por mês aos 72 anos
Quando Michelle Hardenbrook perdeu o emprego como secretária aos 55 anos, percebeu rapidamente que o mercado de trabalho tradicional já não tinha espaço para ela. As propostas que surgiam pagavam cerca de 9 a 10 dólares por hora, um valor insuficiente até para cobrir as despesas básicas. O que se seguiu é uma das histórias mais inesperadas e comentadas da internet.
Hoje, com 72 anos, Michelle faz parte do 1% das criadoras mais bem-sucedidas do OnlyFans e estima ganhos mensais na ordem dos 45 mil euros.

“Recusei trabalhos mal pagos. Não conseguia sobreviver assim”
Após o despedimento, Michelle tentou encontrar emprego, mas rapidamente percebeu a realidade: salários baixos, pouca valorização e poucas oportunidades para mulheres mais velhas.
“Trabalhar por 10 dólares à hora não pagava sequer a renda”, contou em entrevistas citadas por vários meios internacionais.
Sem experiência na indústria adulta e depois de 12 anos sem qualquer relação sexual, começou a procurar alternativas fora do sistema tradicional.

Massagens sensuais: o primeiro passo inesperado
A ideia surgiu após uma simples pesquisa online. Michelle decidiu experimentar oferecer massagens sensuais, algo totalmente fora da sua zona de conforto.
O resultado foi imediato e surpreendente:
em apenas alguns dias, conseguiu dezenas de encontros e percebeu que existia uma procura real por serviços prestados por mulheres mais velhas — um nicho frequentemente ignorado.
Este sucesso inicial deu-lhe confiança para avançar para o mundo digital.

A aposta no OnlyFans que mudou tudo
Em 2020, Michelle abriu uma conta no OnlyFans, plataforma conhecida por permitir que criadores vendam conteúdo exclusivo diretamente aos seus seguidores.
No início, não tinha grandes expectativas. No entanto, num único mês, chegou a faturar mais de 31 mil dólares, o equivalente a cerca de 28.500 euros.
Desde então, os números só cresceram.
Atualmente:
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Está no top 1% das contas mais lucrativas da plataforma
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Estima rendimentos mensais próximos de 49 mil dólares (cerca de 45 mil euros)
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Construiu uma base fiel de subscritores de todo o mundo
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Reprodução Michelle Hardenbrook instagram
Idade como vantagem, não como obstáculo
Ao contrário do que muitos pensam, Michelle acredita que a idade foi um fator decisivo para o seu sucesso.
“Há pessoas que procuram maturidade, experiência e autenticidade. Eu ofereço isso”, afirmou.
A criadora tornou-se também uma voz ativa contra o preconceito etário, defendendo que a sexualidade não tem prazo de validade e que as mulheres mais velhas continuam a ser invisibilizadas tanto no mercado de trabalho como na sociedade.

Uma história que divide opiniões… e viraliza
A história de Michelle Hardenbrook tem sido amplamente partilhada nas redes sociais e em meios de comunicação internacionais. Enquanto alguns criticam, muitos outros elogiam a coragem e a reinvenção tardia.
O caso levanta debates sobre:
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Precariedade laboral após os 50 anos
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Envelhecimento e sexualidade
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Novas formas de rendimento na economia digital

Reinventar-se depois dos 50 (ou dos 70) é possível
A trajetória de Michelle prova que nunca é tarde para recomeçar, mesmo quando todas as portas parecem fechadas. Num mundo cada vez mais digital, histórias como esta mostram que a idade pode ser uma vantagem — e não uma sentença.
Gostes ou não do caminho que escolheu, uma coisa é certa: Michelle Hardenbrook encontrou independência financeira, visibilidade e uma nova vida quando muitos já a davam como “fora do jogo”.
Fonte das imagens: Reprodução instagram Michelle Hardenbrook